09/05/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Palestras Tags:, , , ,

A AUTO ESTIMA E SUA IMPORTÃNCIA

Auto estima, autoconceito, auto avaliação, auto representação e auto imagem são, às vezes, investigados por diferentes autores para se referirem a uma mesma coisa.

Alguns autores definem o autoconceito como a “avaliação que o indivíduo faz de si mesmo a partir dos elogios ou críticas feitas  a seu respeito  por pessoas significativas (pais e   professores). A partir desses julgamentos o indivíduo forma   o autoconceito que poderá ser negativo ou positivo, de acordo  com o que os outros pensam ou dizem sobre ele. É uma avaliação externa, mas que pode dar diretrizes de vida ao indivíduo.

A auto estima é algo que vem de dentro – é uma auto avaliação interna, é a maneira como o próprio indivíduo se vê e sente. Os “outros” podem avaliá-lo como inteligentes, bonitos, fortes, ativos, etc., mas o que a pessoa sente a seu respeito, é o que forma sua auto estima.

Por exemplo: Numa classe de alunos há sempre um que se destaca: ele é considerado pelos colegas como o mais inteligente da turma,  alcança as melhores notas e sempre responde as perguntas mais difíceis. O autoconceito desse aluno é elevado perante os colegas,  naturalmente ele se sente lisonjeado e orgulhoso.

Mas um dia o professor aplica um teste muito difícil. Todos os alunos fracassam… Aquele, o mais inteligente alcançou a maior nota –  8,5. No dia da entrega das notas            os resultados foram  abaixo da média; os colegas parabenizaram o colega que tinha alcançado 8,5 naquela prova tão difícil para todos.  Seu autoconceito continuou elevado, mas sua auto estima ficou rebaixada, porque ele esperava 10,00 e só alcançou 8,5.

Este pequeno exemplo mostra que o mais importante é o que o indivíduo pensa sobre si mesmo, e isso vai influenciá-lo por toda a vida

Os dados obtidos em pesquisa nesta área parecem comprovar as concepções de psicólogos, professores e educadores de que aquilo que os estudantes crêem acerca de si mesmos e de suas habilidades, contribui também para o sucesso ou fracasso acadêmico. 

AUTO ESTIMA – Conceitos:

Leonardi e Rodrigues (1976)  se referem ao autoconceito como uma atitude mais ou menos positiva que as pessoas adotam sobre elas mesmas,  Emprega-se o termo auto estima como sinônimo de auto imagem.

Rodrigues e Tomé, citado por Gilly (1972)  definem auto imagem como a descrição de si mesmo feita pelo sujeito segundo seu próprio ponto de vista, e imagem social como a descrição de si mesmo feita pelo sujeito quando o mesmo se coloca do ponto de vista dos outros.

Nash (l970) diz que a auto imagem é a imagem corporal que o indivíduo tem de si mesmo como pessoa física, envolve a própria auto estima (o indivíduo se vê como forte ou fraco, bonito ou feio), para ele a auto imagem faz parte do auto conceito que implica também na identidade do corpo, do sistema nervoso e da constituição, como influências básicas no desenvolvimento do auto conceito.

Jersild (1973)  traduz auto estima por amor próprio.

Ele engloba todas as definições anteriores. O EU (auto conceito) inclui todas as idéias e sentimentos que uma pessoa tem a respeito das propriedades do seu corpo – qualidades da mente, e suas características pessoais.  Inclui crenças, valores e perspectivas futuras.  Inclui atitudes carregadas de sentimentos, como orgulho, vergonha, inferioridade, auto estima e auto reprovação.

Mussen (1974) usa os conceitos auto estima e autoconceito para caracterizar  o julgamento pessoal de valor expresso nas atitudes que o indivíduo assume perante si próprio. O auto conceito representa as convicções da pessoa, aquilo que ela sabe ou pensa a respeito de si mesma.

Coopersmith  (    )  A auto estima é um julgamento pessoal de valor que se expressa nas atitudes que a pessoa mantém em relação a si mesma.

O autoconceito é também um dos constructos centrais da várias teorias da personalidade. Estas teorias focalizam o desenvolvimento do autoconceito a partir

Das experiências sociais por meio das quais a criança adquire a auto consciência aprendendo a noção de si mesmo, da própria individualidade.

Freud apresenta personalidade como dividida em três grandes sistemas – ID, EGO e SUPEREGO, sendo o comportamento quase sempre resultado da interação dos três sistemas. ID, o sistema original da pessoa,  donde se diferenciam o EGO e o SUPEREGO.  O EGO é o autoconceito, surge das rivalidades entre as exigências instintivas do organismo, das influências modificadas da cultura e das restrições parentais que formam o SUPEREGO. Daí surge a autoconsciência .  Nas experiências na família  a criança será avaliada nos seus comportamentos pelos quais será punida ou recompensada. Formará o autoconceito que a acompanhará por toda a vida.

MAY (1976)  diz que para o desenvolvimento de uma personalidade saudável é preciso que o indivíduo tenha auto consciência, isto é, um forte senso de identidade pessoal, sinta-se como indivíduo independente. Apresenta a auto consciência como a capacidade de ver-se do exterior, de distinguir entre o “EU”  e o “MUNDO”. O autoconceito nasce e evolui em um relacionamento interpessoal, num processo que se inicia na infância e se prolonga  até à idade adulta.

Sullivan (1953)  aborda o desenvolvimento do autoconceito pelo processo de socialização.  A criança é avaliada pelos adultos significativos em sua vida – pais e professores, com  base nisso desenvolve o autoconceito que pode ser negativo ou positivo.

Erikson (1971) apresenta a adolescência como o ponto crucial do desenvolvimento do EGO ou  da auto identidade.  O adolescente preocupa-se com o que os outros sentem sobre ele.  A identidade do EGO é estabelecida à luz  das experiências anteriores.

Rogers (1972) apresenta o SELF (eu mesmo) como ponto central de sua teoria.  Considera que a concepção que o homem tem de si mesmo é de crucial importância para o seu comportamento.   Para ele o SELF ou autoconceito é a visão que a pessoa tem de si mesma, baseada em experiências passadas, estimulações presentes e expectativas futuras.   O SELF não é estático, e está em constante mudança. É organizado e persistente , forma-se e reforma-se  na medida em que as situações mudam, conduzindo o indivíduo em direção ao crescimento e à maturação.

Rogers diz que “o indivíduo tem capacidade suficiente para enfrentar de forma construtiva os aspectos da vida que possam aflorar-lhe  no campo da consciência, mas só chega a cultivar essa capacidade num clima de relações favoráveis, isto é, num clima de relações humanas em que o indivíduo é considerado e tratado de modo positivo, onde é aceito e valorizado.

Nathaniel Branden  diz  que auto estima é a vivência de sermos apropriados à vida  e às exigências que ela coloca.   (1)  É a confiança  em nossa capacidade de pensar e enfrentar os desafios básicos da vida. (2) A confiança em nosso direito de  ser feliz, a sensação de que temos valor, de que somos merecedores, que temos o direito de expressar nossas necessidades e desejos e de desfrutar os resultados de nossos esforços.

“ A auto estima é uma experiência íntima, reside no cerne do nosso ser.  É o que eu penso e sinto sobre mim mesmo e não o que o outro pensa e sente sobre mim”.

Em Prov. 23:7 lemos “Assim como imaginou a sua alma, assim é”.. O homem é aquilo que ele  pensa

Nos últimos anos temas sobre a auto estima têm surgido com muita freqüência.. Vários autores  têm discutido o assunto e existem controvérsias sobre se existe ou não auto estima.

Em Prov. 23:7 lemos: “Assim como imaginou a sua alma assim é”.

John Ankerberg e John Weldon  colocam-se contra a existência  da auto estima e colocam em dúvida quaisquer posições da psicologia e das psicoterapias para a recuperação da auto estima. Critica a posição da psicologia humanística que coloca o homem como centro da vida e abandonam o lugar de Deus.  Dizem os autores que a psicologia está em crise, negam a cientificidade da mesma, colocando a psicologia como  anticristã e desnecessária e ineficaz. Apontam o pecado como causa de todas as doenças  e sofrimento do mundo, esquecendo-se da cura do homem  do qual Jesus disse: “Nem este pecou, nem seus pais…”  (João 9:2). Num ponto concordo com eles: Deus é o verdadeiro psicólogo e psicoterapeuta, e a Sua Palavra contem diretrizes básicas para busca de uma recuperação para aqueles que desenvolveram sua personalidade sobre estruturas fracas e deficientes, desde o começo de suas vidas.

Psicólogos e psiquiatras cristãos aliam o conhecimento científico  aos ensinamentos da Palavra  de Deus e com a ajuda d’Ele muitas pessoas conseguem ver suas deficiências  e descobrem  novos caminhos para uma vida saudável, feliz e emocionalmente sadia.  Deus  criou o homem à sua imagem e semelhança. Gên. 1:26.  ele foi o primeiro a valorizar o homem e por que não zelar por  este valor que o homem tem? E por que não olhar para si mesmo e dar graças a Deus por Ele ter criado algo tão precioso como o ser humano? O Salmo 8 nos diz que Deus fez o homem pouco menor do que os anjos.

Deus deu a inteligência ao homem para descobrir meios de melhorar a saúde física, mental, emocional e espiritual de seus filhos. Talvez Ankerberg e Weldon  não alcançaram esta visão do conhecimento que Deus deu ao homem para ajudar às pessoas com algum tipo de necessidade e que a medicina por si  só não pôde resolver.

Jesus nos deus uma grande lição sobre a auto estima quando disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo Marc. 12:31.  Não amá-lo de qualquer maneira, mas amar como a nós mesmos. Isto significa que temos que amar a nós mesmos, zelando pela nossa auto estima. É difícil amar o outro como a nós mesmos, mas Jesus nos dá a resposta de como fazer isso: Em Lucas 6:31 Ele nos diz: “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também”.

Mas o que é auto estima?  Coopersmith, estudando o assunto definiu –a como sendo “um julgamento pessoal de valor que se expressa nas atitudes que a pessoa mantém em relação a si mesma”  Já vimos que o “homem é aquilo que ele pensa”. Desde que Descartes definiu o dualismo psicofísico, aceitamos que há uma interação entre a mente e o corpo.  A mente influencia o nosso corpo, nas atitudes e comportamentos.

Em João 3:16 lemos que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que  n’Ele crer tenha a vida eterna.  A maior prova que temos que zelar pela auto estima é reconhecer que temos valor. Somos valiosos perante Deus que deu seu Único  Filho  por nós . A maior prova de amor que alguém pode dar – Sua própria vida.   O homem tem que valorizar-se  por causa do amor de Deus e procurar aumentar sua auto estima para a glória d’Ele. Lembramos mais uma  vez que a “auto estima é a disposição da pessoa  para se vivenciar como alguém competente para enfrentar os desafios da vida e ser merecedor da felicidade”.

 

A FORMAÇÃO DA AUTO ESTIMA – A família sempre esteve nos planos de Deus para o homem. Por isso Ele criou o Jardim do Éden e lá colocou Adão e Eva para formarem a primeira família.  Caim e Abel  foram os primeiros filhos dessa família. E como foram criados para serem tão diferentes um do outro?  Caim foi agricultor e Abel pastor de ovelhas.  O ambiente familiar era o mesmo, mas Caim veio a tornar-se o assassino do seu irmão.  (diferenças individuais).  O diabo introduziu o pecado no mundo levando Eva à desobediência e sabemos as conseqüências.  O mesmo inimigo que levou o primeiro casal ao pecado foi o mesmo que encheu de inveja e ciúme o coração de Caim, levando-o a atentar contra a vida de Abel.

Para formar uma  auto estima elevada nos filhos os pais têm que estar bastante amadurecidos e conscientes para fazerem as coisas  de modo certo.  As palavras dos pais têm grande poder sobre os filhos.  O equilíbrio  nas palavras, nas atitudes, na disciplina, deve estar presente sempre. A disciplina tem que ser firme e consistente: “sim, sim” e “não, não”.  O que é dito hoje, será dito amanhã, e assim por diante para que a criança  aprenda o que é certo e o que  é errado.  As atitudes firmes e sinceras dos pais servirão de exemplo para que os filhos os imitem. Os pais são os espelhos onde os filhos se miram.

As palavras têm que ser ditas nas horas certas. Prov. 18:21 no diz: “A morte e a vida estão no poder da língua, e o que a ama comerá do seu fruto”. Nossas palavras com nossos filhos têm poder de vida e de morte.  Que palavras de vida poderemos usar para que nossos filhos desenvolvam uma elevada auto estima e vivam felizes?

As crianças em casa estão  muito acostumadas a ouvir a palavra “não”: “não mexa”, “não entorne”, “não chore”, ”não grite”.  Geralmente as crianças tendem a fazer exatamente o contrário do que os pais querem, por isso, para corrigir e para mudar  as atitudes negativistas da criança os pais também devem mudar a maneira de falar com elas: Em vez de “Não grite” (o que nós falamos também gritando), vamos dizer:: “Vamos  falar mais baixinho?”; em vez de “guarde os brinquedos”  dizer: “Vamos guardar os brinquedos agora?”, dizer as mesmas palavras, mas em outro tom. .A criança vai aprender a ouvir e a obedecer melhor, se as ordens forem dadas de maneira positiva.

Um outro aspecto relevante no desenvolvimento de uma auto estima positiva é dar responsabilidade aos filhos. Ao ensinar responsabilidade eles aprenderão a valorizar-se como pessoas importantes  e podem se orgulhar porque alguém confia neles A responsabilidade deve ser dada de acordo com a idade, começar com pequenas tarefas, em que elas possam desempenhar-se bem e se sentirem  realizadas. Cada vez que a criança desempenhe bem sua tarefa ela deverá ser elogiada, porque o elogio tem a função de valorizar o trabalho da criança e aumentar-lhe a auto estima.  Os elogios devem ser sinceros e não exagerados.  Elogios moderados  aumentam a autoconfiança dos filhos  “Como sua roupa está limpinha!…”,  “Você comeu sem derramar a comida”, “Parabéns, sua letra está melhorando…”,  Com a autoconfiança elevada a criança aumenta também sua capacidade de enfrentar os desafios.  “Aprendem a confiar no direito de serem felizes com a sensação de serem merecedores, dignos e qualificados para expressar suas necessidades e desejos”  Nathaniel Branden).

A auto estima também deveria ser trabalhada na escola.  A escola é o segundo lar da criança. Se as aprendizagens na escola entrarem em choque com o que é ensinado em casa, surgirão conflitos na mente da criança que prejudicarão o desenvolvimento da sua auto estima.

 

O QUE GERA UMA BAIXA AUTO ESTIMA –  As crianças são suscetíveis de desenvolver auto estima baixa ou elevada,  dependendo do que for oferecido  no ambiente familiar. Nathaniel Branden em “O poder da auto estima” apresenta alguns empecilhos ao desenvolvimento de uma elevada auto estima:

  • Transmitir a noção de que a criança não é suficiente. Apontar somente os seus erros.
  • Dar sermão quando a criança manifesta sentimentos inaceitáveis.
  • Não se importar com os pensamentos e sentimentos da criança
  • Tentar controlar a criança pela vergonha e pela culpa.
  • Superproteger a criança retardando seu processo normal de aprendizagem e o aumento da autoconfiança.
  • Criar os filhos sem limites, ou com regras contraditórias e confusas, inflexíveis e opressivas.
  • Negar a percepção da realidade da criança é implicitamente  estimulá-la a duvidar de suas próprias percepções.
  • Aterrorizar a criança com violência física ou a ameaça de praticá-la, incutindo medo na criança.

Estas são atitudes que reforçam na criança o sentimento de que ela  não é digna de confiança,  má, ou errada por natureza  rebaixando nela  sua auto estima.

A mente da criança está em formação. Ela vem ao mundo com a mente limpa para ser formada.  Locke, filósofo antigo, repetiu o que Aristóteles já havia dito 322 anos A.C., que a mente da criança é como uma folha de papel em branco e que nela se gravaria  as impressões e vivências que elas carregariam por toda a vida, a teoria da “tabula rasa”.  Pois bem, a criança pode começar a “imprimir” nas páginas de sua mente desde o ventre materno.  Uma das causas da baixa auto estima é o sentimento de rejeição.  Quantas crianças foram rejeitadas mesmo antes de nascer – a gravidez indesejada.  Geralmente as mães que tentaram o aborto, mais tarde arrependem-se e querem compensar a criança com a superproteção, que vem a ser tão prejudicial quanto a rejeição.  A mãe que superprotege o filho tira-lhe a oportunidade de desenvolver sua autonomia e independência,  a sua individualidade.

A mãe que faz tudo para o filho está lhe dando um atestado de incompetência, impedindo que ele tenha  experiências de aprendizagem, que o ajudarão a desenvolver a sua personalidade.  Outras vezes  a rejeição acontece quando pais abandonam os filhos dentro de casa, isolam-nos com palavras e atitudes, gritam, enxotam-nos, xingam: “maluco”, “saia daqui já!”, “Vá para o seu quarto  e só saia de lá quando eu mandar”…”Ainda lhe arranco as orelhas!”,  “mentiroso”, “porco”… e assim por diante.A criança que ouve sempre estas imprecações nos primeiros anos de vida dentro de sua casa, que tipo de auto estima formará?  Muitos  pais não têm noção do quanto prejudicam a vida dos seus filhos por meio das palavras insensatas, impensadas e pesadas que lançam  sobre as crianças.  Como  a criança crescerá e enfrentará os percalços da vida se sua auto estima é tão fraca? O que ela pensa e sente sobre si mesma depois de tanto pessimismo lançado sobre ela por seus próprios pais?  O que  a criança pensa sobre si mesma vai determinar seu sentimento  de sucesso ou fracasso diante da vida futura.  Os sentimentos de insegurança, medo, culpa, dúvida, etc no adulto, são reflexo da sua baixa auto estima, porque perdeu a noção da auto eficiência e do auto respeito.

 

COMO ELEVAR A AUTO ESTIMA? –  Há remédio para isso?  Carl Rogers, psicólogo humanista, fala do o homem como um ser aberto a mudanças. Capaz de melhorar sempre.  Isso significa que nenhuma pessoa tem que permanecer com sua auto estima rebaixada,  mas que o quadro pode ser revertido.  Se o homem é aquilo que ele pensa, ele pode mudar seus pensamentos sobre si mesmo, modificando sua vida para melhor   O crente tem em suas mãos a arma poderosa que pode libertá-lo de todas as coisas indesejáveis na sua vida..  Em Fil. 4:13 lemos: “Posso todas as coisas naqu’Ele que me fortalece.”. É preciso acreditar n’Ele e confiar mesmo.  Mirabeau disse: “Tudo é possível ao homem de vontade”  .

A vontade é o conceito nuclear da teoria de Otto Rank.  Deus criou  o homem com livre arbítrio . Ele é livre para pensar e mudar sua vida.  Acontece, porém, que as primeiras impressões na mente da criança – e se são freqüentemente repetidas,  tornam-se tão arraigadas à personalidade  que é difícil mudar!  Mas Deus é maior que todas as dificuldades e se o homem submeter sua vontade  à vontade de Deus, não vão existir caminhos intransponíveis nem dificuldades insuperáveis. Porque o mesmo Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, e que enviou seu Filho para nos remir dos pecados, naturalmente olhará para qualquer de seus filhos que se volte para Ele a fim de  conseguir sua ajuda.

“Tudo posso naquele que me fortalece” . Se for preciso procure um profissional da área, conte seus problemas e você  começará a ter uma nova percepção de si mesmo e, naturalmente, mudará sua vida para melhor. É preciso querer. Pessoas pessimistas não alcançam sucesso na vida. Estão voltadas para suas deficiência, para dentro de si mesmas, dificilmente  olham para fora, para o Alto, onde estão as soluções dos problemas.  Quando você se aceita como é, você está pronto para aceitar a transformação que Deus pode operar na sua vida.  Ele nos transforma de glória em glória, na sua imagem, como lemos em II Cor. 3:18:  “E todos nós com  o rosto desvendado, contemplando como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” .

Perceber-se de forma  diferente  com o desejo de mudar será o começo. Existem várias formas práticas que o ajudarão a ter novas perspectivas de vida, se você mudar também suas atitudes e forma de enfrentar os problemas diários.A auto aceitação  ajuda a retirar de sua mente os sentimentos negativos ou indesejáveis, que são o ponto nevrálgico da baixa auto estima.  À medida que a auto estima vai se tornando mais positiva vão desaparecendo de sua mente a dor, a raiva, o medo, a tristeza, as humilhações, etc, e tudo o que você sofreu no passado e a transformação de sua vida vai ocorrer.

Nathaniel Branden afirma que assumir responsabilidades faz a pessoa mudar suas percepções.  Ser responsável sobre as escolhas, e atos , estruturação do tempo, aplicação ao trabalho, cuidado com o corpo, relações inter pessoais, pela maneira como trata os outros – esposa(o), filhos, pais, chefes, colegas, etc.  aumenta sua responsabilidade com os outros  e faz crescer sua auto estima,  pois olhar para os outros é olhar para fora de si mesmo e o mundo lá fora é mais belo, melhor, harmonioso e feliz.  Você estará melhorando sua auto  imagem, seu auto conceito e sua auto estima. Você será responsável pela sua própria felicidade.

Ele ainda fala da necessidade de um viver autêntico, para melhorar a auto estima. Viver num mundo de mentiras não ajuda nada.

Viver com autenticidade  significa ser sincero com você mesmo e com os outros.  Não querer aparentar aquilo que não é: fingir amar, dizer que está zangada quando na verdade está com medo, mostrar aos outros mais ou menos o que você é: fingir um conhecimento que não tem, rir quando quer chorar, etc.   É necessário “ congruência”, isto é, o eu interior deve estar de acordo  com o eu exterior.  Se olhar somente para dentro de si, você  apenas verá  seus problemas, suas deficiências, seus complexos, o que não é bom nem construtivo; mas se olhar para além de você , verá que o mundo é belo, que Deus colocou muitas oportunidades à sua frente onde você  poderá desenvolver seus talentos, isso transformará  sua imagem e auto conceito diante dos outros e dessa maneira sua auto estima será  positiva e tenderá a se elevar cada vez mais, na medida em que você se dedicar  ao SERVIÇO ,.

Deus nos restaura para seu trabalho  na medida em que sua vida esteja nas mãos d’Ele, por uma entrega total. Ele o usará para sua glória. É preciso que cada um incorpore à sua vida as palavras de Paulo aos  romanos em Rom.12:2: “ Transformai-vos pela renovação do vosso entendimento para que saibais qual seja a vontade de Deus”  A transformação da mente só acontecerá se você quiser. Lembre-se, “o homem é aquilo que  pensa”.  Quando Deus comanda a mente do homem Ele consegue todas as coisas:  Deus transforma a baixa auto estima em elevada auto estima

 

CONCLUSÃO –  Nathaniel Branden nos dá algumas sugestões para mudar a baixa auto estima em elevada auto estima:

  • Livrar-se do autoconceito negativo e do comportamento auto derrotista.
  • Livrar-se da culpa
  • Viver com auto aceitação
  • Ser autêntico nos relacionamentos.
  • Assumir responsabilidade pela própria felicidade e parar de culpar as outras pessoas e os fatores externos .
  • Derrubar as barreiras internas ao sucesso no trabalho e no amor.
  • Viver de modo ativo, em vez de viver passivamente.
  • Encontrar coragem de amar a si mesmo e entender que tem direito de fazer isso.

Muitas pessoas têm dificuldades para seguir os conceitos de Nathaniel Branden e não têm também plena confiança no poder de Deus. Para estas pessoas é necessário buscar um auxílio terapêutico que possa ajudá-lo a confiar mais em Deus e aprender a confiar em si, e com o poder divino ocorrerá mudanças para melhor em sua vida.

 

BIBLIOGRAFIA –

  • Ankerberg, John e Weldon, John – Auto estima, ,Psicologia e Movimento de recuperação Araújo Filho, Caio Fabio – A cura das feridas interiores
  • Branden, Nathaniel – Auto estima Auto estima e auto descoberta O Poder da auto estima
  • Vassão, Amantino Adorno – Mesmo nas tempestades
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