02/12/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Vida Cristã Tags:

AO CRITICAR…

  1. Certifique-se de que todos os dados e fatos estão claros e que você está seguro a fim de não ser surpreendido ou criticar injustamente. Tenha prudência.
  2. Controle suas emoções. Acalme-se antes de confrontar. Refreie qualquer ímpeto de reagir intempestivamente. Exerça o domínio próprio.
  3. Esteja certo de que sua crítica vai ajudar a pessoa e não arrasa-la. O objetivo de crítica é cooperar com o crescimento ou melhorar o desempenho da pessoa e não arruinar sua auto- estima ou autoconfiança. Use de misericórdia.
  4. Verifique seus sentimentos. Todo bem- intencionado ato de criticar deve ser penoso para quem precisa realiza-lo. Se sentir prazer em criticar, é melhor não fazê-lo. Há algo errado com você também. Avalie-se.
  5. Tenha certeza de que o assunto é digno de crítica. Às vezes ele é pequeno, insignificante e raro demais para merecer seu esforço. Seja tolerante.
  6. Conforme o tempo certo. Não tão rapidamente que você não possa se preparar, nem muito tempo depois para que ela não perca seu efeito positivo ou a situação já não possa ser remediada.
  7. Reconheça que você não é um juiz infalível. Olhe para você antes de olhar para os outros. Critique com compaixão, colocando-se no lugar da pessoa, mostrando-se sujeito à mesma situação. Seja humilde.
  8. Ouça atentamente as razões da pessoa. Ela precisa sentir que você quer entender o ponto de vista dela, mesmo não concordando. Pratique a paciência.
  9. Evite comparar as pessoas, apontando um outro alguém como exemplo ou modelo. Compreenda as diferenças.
  10. Escolha a hora e o local adequados. É preciso que a crítica seja feita num local reservado, em um ambiente propício e com um tempo necessário para, se for preciso, seja uma conversa mais prolongada. Planeje.
  11. Entenda que uma crítica num espaço eclesiástico, de trabalho voluntário realizado geralmente com idealismo, deve ser feita com cuidado ainda maior do que afeita em um ambiente empresarial. Tenha bom senso.
  12. Resista às muitas pressões do seu interior, provocadas por vários receios, de não querer criticar, principalmente quando a ação que prejudica o grupo ou a própria pessoa está em andamento. Se não o fizer a situação pode piorar e a pessoa e o grupo não serão ajudados. Seja corajoso.
  13. Esteja em condições para oferecer ajuda e alternativas criativas à questão ou então é melhor não criticar. Não basta dizer que uma coisa não foi bem feita. Além disso, é preciso ser capaz de ajudar a pessoa de realizar melhor ou da maneira mais certa essa coisa. Ao menos, coloque-se à disposição para juntos procurarem um caminho melhor.
  14. Compreenda que a pessoa pode não conseguir sozinha fazer ou agir de acordo com sua perspectiva, tendo em vista as luzes, a capacidade e a compreensão limitada ou diferente que possua da sua situação.
  15. Esteja certo de que você é a pessoa mais adequada para criticar ou se uma pessoa de maior ascendência hierárquica ou mais experiente deveria fazê-lo, isto para que você não seja questionado sobre sua autoridade de criticar.
  16. Não se esforce demais por convencer a pessoa. Se ela mudar de ideia isso terá que ser por vontade própria. Confie que o Espírito Santo poderá completar a obra.
  17. Aborde com objetividade o problema, sem atacar a pessoa humana. Seja específico. Vá ao cerne da questão. Destaque o problema, mas preserve a pessoa humana.
  18. Fale a verdade sempre permeada por amor. A verdade dita de forma inadequada perde sua força. Sua palavra precisa ser cheia de graça de Deus.
  19. Inicie a conversa, se for possível, com uma palavra de apreciação sobre aspectos positivos ou elogiáveis da pessoa. Busque uma intenção positiva na ação a ser criticada. Passe um anestésico antes de cortar.
  20. Termine a confrontação com um encorajamento. Não se pode deixar uma pessoa fragilizada sem que se apresente uma palavra de conforto e esperança, sem que ela sinta que tudo redundará em benção para sua vida. Faça um curativo que alivie a dor.
  21. Ore, se possível, antes de começar a conversa e depois. É maravilhoso descobrir como tudo flui melhor, como a palavra de sabedoria brota quando, quando tudo é permeado pela oração.
  22. Esteja preparado para as desculpas e defensivas. Espere reações como indiferença, choque zanga ou discordância. Para cada uma destas reações esteja preparado. Mantenha-se firme e no controle da situação.
  23. Apesar de toda a complexidade do ato de criticar, não deixe de fazê-lo quando a situação realmente exigir. Não corrigir um comportamento inadequado ou um desempenho deficiente, e que pode ser melhor, para evitar desgaste ou esforço, é, no mínimo, um ato de covardia, sem contar que priva a pessoa de aprender a ser abençoada.

 

Walmir Vieira

Pastor e diretor Geral do sistema Batista Mineiro de Educação

 

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