02/12/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Vida Cristã Tags:

AS MÃOS QUE ORAM

       A obra-prima conhecida como “As mãos que oram”, de autoria de Albrecht Durer (1471-1528) destacado pintor e gravador da Renascença Alemã tem uma história inspiradora.

       Na juventude Durer associou-se ao amigo Franz Knigstein em busca de recursos financeiros para o sustento de ambos, bem como para a obtenção de meios que assegurassem as despesas com o custeio dos estudos com a escola de artes. Trabalhando intensamente, em um singelo ateliê, cumprindo prolongada e ininterrupta jornada, pouco tempo lhes sobrava para as atividades escolares. Percebendo o brilhantismo da inteligência de Durer, o amigo Knigstein propôs a Durer que continuasse os estudos em tempo integral, enquanto ele prosseguiria no trabalho garantindo a manutenção de ambos. Sugeriu, também, que tão logo Durer conquistasse uma posição estável e bem remunerada, procurasse, em contrapartida, ajuda-lo na retomada do curso que interrompera.

       Fechado o ateliê, sendo Franz um exímio artesão, obteve emprego como marmorista em uma oficina nos arredores da cidade de Nuremberg, onde modelava estatuetas para o comercio local. Seu trabalho era lucrativo, porém rude, penoso e extenuante, em consequências do que as suas mãos se tornaram deformadas e rígidas. Os dedos longos e delgados e as mãos delicadas apresentavam-se intumescidos, irrecuperáveis de uma maneira permanente para os trabalhos de pintura ou gravação. Franz, entretanto, mantinha excelente estado de ânimo, sem qualquer queixume ou amargura, de vez que, sendo um homem piedoso e de fé arraigada, acreditava que “os seus dias estavam nas mãos de deus” (Salmo 31:15)!

      Um dia, Albrecht incidentalmente viu o leal amigo ajoelhado à beira do leito, com as mãos ásperas justapostas e apontadas para os céus, em silenciosa oração. Imediatamente, sem que Franz percebesse, delineou um esboço das mãos do amigo – que tanto contribuíra para o seu sucesso. Em seguida, partindo desse desenho, o renomado artista complementou com retoques o notável quadro, a que intitulou “As mãos que oram”, as quais revelam  a tranquilidade mística, nobre, imponente, de mãos intercessórias! Mãos em serviço!

       A inspiradora história do dono das mãos que oram chama a nossa atenção sobre a motivação do nosso serviço, sobretudo na causa de Cristo. Estamos prontos a trabalhar na obra do senhor de forma abnegada, voluntária e até sacrificial? Estaremos dispostos a “ungir” o nosso serviço com coração?

“Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos”. Mc.9:35

                              

                                  Josué Mello Salgado

      

Could not resolve host: urls.api.twitter.com