31/08/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Vida Cristã Tags:,

AUTOCONCEITO – FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

          “Porque o homem e a mulher não são só  eles mesmos;

            eles são também a região em que nasceram, o

            apartamento na cidade ou a fazenda em que

            aprenderam a andar, os jogos que jogaram quando

            criança, as estórias de velhas que ouviram,

            a comida que comeram, a escola que frequentaram,

            os esportes que participaram, os poemas que leram

            e o Deus em que creram”.

  1. Somerset Maugahan

                                                                         Razor’s Edge

“Self é um Sistema dinâmico e complexo de crenças que um indivíduo

constrói acerca de si mesmo. Cada crença comum tem valor correspon-

dente”.

  1. Nash menciona vários estudos no capítulo 19 do seu livro Developmen-

tal Psychology A Psyshobiological Approach, que focalizam o desenvol-

mento do autoconceito. Um dos autores – DOBZHANSKY (1967) enfati-

zou a autoconsciência como uma característica fundamental da espécie

humana; como geneticista ele diz que autoconsciência é uma novidade

evolucionária. Diz ele que a autoconsciência cobre aquelas características

do homem como uma espécie distinta e também envolve certos aspectos

negativos, como medo, ansiedade e consciência de morte. Por isso o

homem necessita de fé, esperança e um propósito para viver e dar sig-

nificado e dignidade a sua existência. Ele descobre a si mesmo em seu

mundo não pela sua própria escolha. Ele fala da busca do significado

da vida. Como biólogo Dobzhansky vê a autoconsciência como um

processo evolucionário.

A partir desse ponto Nash diz que o bebê é um organismo animal incom-

pletamente desenvolvido que tem uma potencialidade a ser desenvolvi-

da e a tarefa do desenvolvimento é explicar como a inconsciência do

bebê se torna em consciência adulta, como o autoconceito emerge e

muda durante a infância.

ESQUEMA CORPORAL, IMAGEM CORPORAL E AUTOCONCEITO

Estas três expressões são usadas como sinônimos de autoconsciência.

O esquema corporal (Head 1920) está relacionado com a coordenação

motora de movimentos voluntários e orientação espacial. (Schilder

1950) analisou a imagem corporal e diz que ela é formada de impul-

sos proprioceptivos, mas envolvem consciência do corpo e continuida-

de dele, posições e identidade básica do próprio corpo como distinto

de outros objetos ou outros corpos.

O autoconceito envolve não apenas a consciência da identidade de

um corpo qualquer, mas também é a identidade psicológica de uma

pessoa.

DESENVOLVIMENTO DO ESQUEMA CORPORAL, IMAGEM CORPORAL

                                            E AUTOCONCEITO

Parece que existe uma progressão hierárquica do esquema corporal

para a imagem corporal, sendo o autoconceito o ordenador dos dois.

O esquema corporal ou “diagrama” do corpo é construído no cérebro

para coordenar movimentos voluntários e tem influência na habilida-

de pessoal de orientar-se no espaço.

Há alguma evidência de que o esquema corporal seja inato e é modi-

ficado por milhares de sensações impingidas à criança que gradadual-

mente preenchem este esquema do corpo. As primeiras experiências

da criança com seu próprio corpo, suas sensações, desempenham

importante papel na construção dos limites corporais da criança.

Se observarmos uma criança pequena, parece que ela está impressio-

nada com as partes do seu corpo, assim como com os objetos ao seu

redor. Ela parece estar inconsciente dos órgãos do seu corpo como

parte dela mesma. Isso pode ser comprovado quando a criança morde

a si mesma e não gosta da sensação de dor e daí aprende que existem

objetos que não são partes dela mesma. Presume-se, portanto, que o

esquema corporal surge dessas primeiras experiências.

Foram feitos alguns estudos com crianças na primeira infância sobre

exploração, posição e espaço. Gesell (1954) afirma que a coordenação

olho – mão é importante nas primeiras experiências porque efetua o

desenvolvimento do comportamento manipulatório e outras formas

de comportamento. Piaget afirma que a coordenação olho – mão é

um importante atributo nos primeiros esquemas cognitivos da crian-

ça. A coordenação espacial no início da vida também está relaciona-

da com a imagem corporal: direita – esquerda, cima – embaixo, fren-

te – atrás, isto se desenvolve até 9 a 10 anos. Depois desta idade é

difícil localizar direita – esquerda sem olhar para o próprio corpo.

IMAGEM CORPORAL

A criança tem o esquema corporal inato, mas aos poucos começa a

modifica-lo por suas experiências com seu corpo. A criança torna-se

consciente do seu corpo. A imagem corporal deriva do esquema

corporal; é a imagem que o indivíduo tem de si mesmo como pessoa

física. Envolve estima de si mesmo como forte ou fraco, bonito ou

feio. As crianças pequenas aceitam melhor seus corpos aceitando

defeitos físicos sem problemas sérios.

O conceito de si mesmo da criança como pessoa física é difícil de

separar do conceito que ela constrói de si mesma como uma pessoa

total (dimensão psicológica).

TEORIAS DO AUTOCONCEITO

Existem inúmeros enfoques teóricos sobre o autoconceito: FREUD:

A personalidade se divide em três partes: Id, Ego e Superego. O “Self”

ou  Ego surge da luta entre o ímpeto biológico ou instintivo do Id e

as influências modificadas da cultura da cultura e restrições paren-

tais que formam o superego; ADLER falou do “Estilo de Vida”, que

é a maneira  característica de lidar com os problemas da vida, e é

modelado pela avaliação da criança de si mesma e da sociedade.

Esta avaliação surge da sua experiência e é baseada em parte sobre

a hereditariedade. Adler parece envolver um alto nível de auto-

consciência quando a criança pergunta “quem sou eu?” e “como

alcançarei o que quero?”. COMB e SNIGGES focalizam o aspecto

perceptual em que o elemento crucial é aquele em que o indiví-

duo interpreta sua experiência; ROGERS foi influenciado por

este ponto de vista. Sua psicoterapia envolve a reestruturação

do ponto de vista da pessoa, da realidade; MASLOW fala de

autorealização como a realização do potencial do indivíduo dentro

de si mesmo; SULLIVAN reconhece o elemento perceptual mas

enfatiza o papel dos “outros significantes” no desenvolvimento

do autoconceito; ERIKSON propõe 8 estágios no desenvolvimen-

to da auto-identidade:

  1. A criança desenvolve segurança (ou ansiedade, se as condi

ções  são desfavoráveis.) É capaz de tolerar ausência tempo-

rária dos pais;

  1. Autonomia ou vergonha – relaciona-se com treinamento de

toilete. A criança aprende a ser assertiva;

  1. Iniciativa ou culpa – a criança aprende a desenvolver habili-

dades de cooperação. Início da independência;

  1. A entrada na escola faz a criança desenvolver “industriosida-

de ou inferioridade”, de acordo com seu trabalho, se foi re-

conhecido ou não;

  1. Puberdade – desenvolvimento  da “Identidade” ou “Difusão

de Papéis”. A criança procura responder às questões “quem

sou eu?” e a obtenção do autoconceito;

  1. Tendo estabelecido a identidade o adolescente entra no

estágio da intimidade. Estando certo da sua identidade ele

pode desenvolver profundamente suas amizades, ou casa-

mento. Se não está seguro da sua identidade, o auto –

abandono é ameaçador e resulta no isolamento;

  1. O estágio de “generatividade” ou “estagnação” está rela-

cionado com a responsabilidade e a habilidade de o indi-

víduo trabalhar produtivamente, sem o que haverá regres-

são e estagnação;

  1. O estágio culminante é a “Integração do Ego ou Desespero”

que é a habilidade de encarar a realidade e aceitar um auto-

conceito realístico com avaliação de realizações individuais.

Sem isso o indivíduo será levado ao desespero.

DESENVOLVIMENTO DO AUTOCONCEITO

O desenvolvimento do autoconceito tem recebido relativamente

Pouca atenção por parte dos psicólogos experimentais. ALLPORT

(1961) analisou as dificuldades envolvidas no estudo do autocon-

ceito. Uma das fontes de dificuldades é a famílias: a primeira delas

é que o termo “Self” (eu, mim) é usado de várias maneiras por au-

tores diferentes. É uma matéria particular e difusa com limites

indistintos. Envolve muitos problemas filosóficos que os psicólo-

gos de modo geral preferem ignorar. Mesmo com estas dificulda-

des existem estudos de fatores latentes no desenvolvimento do

autoconceito, auto-estima e auto-avaliação.

ALLPORT (1961) sugere o conceito de “Proprium”. O termo ten-

ciona cobrir o “Self” como objeto de conhecer, sentir e inclui os

elementos subjetivos que são essenciais ao conceito. Ele diz que

o comportamento das pessoas varia grandemente dependendo

ou não de como elas estejam envolvidas. A aprendizagem, por

exemplo, e, como tem sido verificado experimentalmente, muito

mais efetiva quando o material é “Self- relevant” (RAZRAM, 1936,

1957).

É difícil saber quando a criança se torna consciente de si mesma

como um objeto distinto dos outros. É comum dizer que “você”

precede o “ eu”, isto é, os pais e outros familiares são reconhe-

cidos antes de começar a autoconsciência. SPTIZ (1957) diz que

a consciência do eu começa aos 5 meses. No princípio há confu-

são de pronomes; aos 2 anos a criança ainda mistura a primei-

ra, segunda e terceira pessoas e parece ter mais dificuldades

com a primeira pessoa. Parece, porém, que depois que o auto-

conceito é adquirido ela domina a personalidade por algum

tempo. A criança bondosa torna-se egocêntrica, conforme

PIAGET, em que todas as maneiras de funcionamento psico-

lógico são dominadas por esta autoreferência. A idade do

negativismo é consequência da emergência do “Eu mesmo”

e sua natureza temporariamente dominante (AUSUBEL,

1950). Entre 2 e 3 anos a criança responde negativamente a

Uma considerável proporção das demandas feitas a ela, mesmo

Que sejam feitas gentilmente.

COPERSMITH (1968) estudou crianças normais de classe média

do meio urbano, de 10 a 12 anos e mencionou grande número

de fatores não relacionados com o autoconceito: por exemplo:

atração física, peso, tamanho da família, traumas, mãe que

trabalha fora ou não; além disso, posição social da família

aparentemente parecia não influir. Ele observou que um dos

fatores relacionados com a auto-estima foi a apreciação dos

pais. O interesse mostrado à criança, o conhecimento de seus

amigos e amaneira como eles estimam ou consideram a crian-

ça como uma pessoa significante, reflete sobre sua própria auto-

avaliação. Ele também descobriu que pais de meninos com ele-

vada auto-estima eram menos permissivos do que pais de me-

ninos com baixa auto-estima. Eram restritos, mas consistentes

e exigiam elevados padrões, deixavam as crianças mudarem de

metas ou realizações; pais de baixa auto-estima eram mais

permissivos, mas muitos severos quando a criança não alcança-

va padrões da aspiração deles. Ele também notou que não é

ser membro de uma classe social per se ou a renda familiar, mas

as atitudes dos pais, que influenciam diretamente na auto-estima

da criança. Assim, pais de baixa renda familiar produzem elevada

auto-estima nas crianças se a auto-estima dos pais também é ele-

vada.

FATORES CONSTITUCIONAIS QUE INFLUENCIAM O

                                     CONCEITO

As qualidades inatas e constitucionais podem influenciar no auto-

conceito de uma pessoa. A criança menos dotada intelectualmente

numa família bem dotada deve ter sua auto-avaliação afetada por

suas diferenças das normas familiares. A criança pode criar um auto-

conceito diferente daquele de seus irmãos mais vivos, uma criança

fraca numa sociedade que exalta o valor atlético; a menina, na socie-

dade que valoriza os meninos, criança sardenta, que considera crian-

ças sem sardas como virtude. Por outro lado, uma criança brilhante,

superdotada, num meio que não valoriza a busca intelectual, que

não lhe dá condições para desenvolver sua potencialidade, vai ser

afetada no seu autoconceito. Corpo, sistema nervoso, constituição,

são influências básicas para o desenvolvimento do autoconceito.

Eles formam os fundamentos sobre o qual o autoconceito vai ser

constituído.

SURGIMENTO DO AUTOCONCEITO

O MEIO AMBIENTE – LAR

No primeiro ano de vida a criança desenvolve milhões de percep-

ções sobre si mesma, pensamentos e sentimentos que fazem apa-

recer sua consciência como indivíduo. É a formação do autoconcei-

  1. Nos primeiros meses é totalmente dependente daqueles que

cuidam dela. A natureza do amor e cuidado tem uma irresistível

influência sobre a maneira como a criança vê a si mesma e o mun-

  1. Se as experiências são boas como as pessoas importantes de

sua vida e se ela é aceita incondicionalmente, então ela começa

a expandir-se como pessoa. O desenvolvimento de sua capacidade

de amar é facilitado pela maneira como é amada e por ser rodeada

de pessoas que se amam também. Sua inteligência é aumentada

por estar exposta a um meio enriquecido de várias percepções.

Seu “Self” emergente é elevado pelo tratamento que lhe dão;

Ela se sente querida, amada, valorizada, saudável.

Para ser boa ou má criança é modelada pelo comportamento

Repetido das pessoas significativas em sua vida. Os pais deter-

minam o meio ambiente da criança ao lhe darem ou recusarem

amor e afeição, recompensa ou punição e por lhe servirem de

modelos e exemplos. A mãe está em posição estratégica. Pela

presença ou ausência do seu sorriso, afago, brincadeiras e todo

comportamento maternal, ela diz à criança como ela é maravi-

lhosa e querida, ou má e não querida, e assim ela é. A mãe não

é vital apenas em providenciar apoio e aceitação da criança, mas

ela também serve como modelo para os filhos e determina a esta-

tura do pai como o modelo masculino para o filho.

Juntos, o pai e a mãe são importantes em modelar e manter a auto-

Imagem da criança. O nível de auto-estima da criança está profun-

damente associado com a relação do nível de auto-estima dos pais

para com ela. O comportamento de uma criança é uma função da

expectativa de outros que são significativos para ela. Isto é, as ex-

pectativas dos outros significativos são internalizados em auto-

percepções.

REDL e WINEMAN, estudando crianças que odiavam, relataram

que em seus sujeitos “os laços entre o mundo da criança e do

adulto foram amarrados pela rejeição, variando desde a bruta-

lidade , crueldade, negligência de afeto por parte de alguns pais

narcisistas, absortos em seus próprios interesses que exilavam

emocionalmente a criança de seu meio”.

Embora pais ignorantes e sádicos sejam abundantes, eles não

frustram as crianças de propósito. Poucos pais querem falhar

em criar seus filhos. Assim como há poucos professores que

querem falhar como professores. Ainda que por falta de

conhecimento, ou insensibilidade, ou por causa da história

que os pais estão agora recriando pelo padrão em que criam

seus próprios filhos, eles mutilam suas crianças. O processo

de mutilar pode ser comparado á velha prática chinesa de

amarrar os pés da criança como as mães chinesas faziam com

suas filhas nos primeiros anos causando terrível deformidade.

Isto era feito como boa intenção, porque pés pequenos e andar

miudinho era considerado como atrativo na menina chinesa.

Assim, as meninas mutiladas cresceriam, casar-se-ia e teriam

Suas próprias filhas; então a ironia: a mãe mutilada enrolaria

As tiras de pano e mutilaria suas filhas exatamente como foi

mutilada.

Através de gerações, como um eco, as mutilações continuam…

Um provérbio russo diz: “A menininha que é espancada espan-

cará sua boneca”. Nós fazemos aos outros o que fizeram conos-

co… Assim acontece com muitas crianças pequenas que são um-

tiladas por pais que foram mutilados psicologicamente quando

eram crianças;

Muitas crianças com capacidade de amar são permanentemente

inibidas porque as pessoas importantes para elas falham em pro-

videnciar-lhes calor e afeição quando mais necessitam. Seus “eus”

são coxeantes, mancos, distorcidos, defeituosos, porque a parti-

cipação das pessoas significativas em seus lares tem dado um

sentido equívoco  ao “Self”.

Como regra geral pode-se dizer que qualquer comportamento

de pessoas significativas que levam uma criança a pensar mal

de si mesma. Para sentir-se incapaz, inadequada, fraca, não

querida, não amada ou inútil, está mutilando seu “Self”. Onde

respeito e calor estão ausentes, onde as perguntas das crianças

não são respondidas, onde seu oferecimento de ajuda é rejei-

tado, onde sua disciplina é baseada em punições, onde ela é

excluída da vida emocional de seus pais, e onde seus defeitos

básicos são insultados, aí este autoconceito está minado.

É vital que os pais lembrem a regra simples de que eles devem

ter respeito e confiança em seus filhos antes que seus filhos

possam ter auto-respeito ou autoconfiança. Um comovente

paradoxo é que, algumas vezes, o verdadeiro desejo de ser uma

boa mãe ou um bom pai levará os pais a errar entre dever e

amor.

Pais excessivamente críticos, que apontam cada erro da criança e

dizem: “Estou fazendo isso para seu próprio bem”, levam a criança

a ver a si mesma como falha e incompetente. Outros pais, inseguros

e medrosos de si mesmos, tornam-se super protetores. Eles tentam

proteger seus filhos de perigos reais ou imaginários, próximos ou

distantes. Ensinar à criança que o mundo é cheio de perigos, doenças,

germes, mortes, cachorros, aranhas, plantas, objetos agudos, água etc,

e outros perigos que a criança não poderá possivelmente enfrentar

sozinha, com a melhor das intenções, os pais dão às crianças uma falsa

percepção de si mesmas e do mundo, o que afetará profundamente

toda a futura aprendizagem. Acontece que os primeiros anos de vida

são os mais críticos na formação da opinião da criança sobre si mesma.

“O autoconceito é formado de experiências adquiridas no viver,

diário, relacionadas como as ocorrências do dia-a-dia, e comuni-

cações não verbais ocultas e profundas de sentimentos e afeição”.

Analise suas atitudes na formação de um autoconceito positivo em

Seu filho, respondendo sinceramente, as seguintes questões:

  1. Estou projetando uma imagem que comunica ao meu filho

que estou aqui para construir e não para destruí-lo como

pessoa?

  1. Deixo meu filho saber que estou consciente e interessado

nele como uma pessoa única?

  1. Comunico minhas expectativas e confiança que meu filho

pode realizar seu trabalho, pode aprender e é competente?

  1. Providencio padrões de valores bem definidos, demandan-

do as capacidades e guiando seu filho para soluções de

problemas?

  1. Por meu comportamento, eu sirvo como um modelo de

autenticidade para meu filho?

  1. Aproveito cada oportunidade para estabelecer um grau de

comunicação com meu filho?

O autoconceito se desenvolve e permanece aberto para revisão e

mudanças. Pais e professores, como pessoas significativas no de-

senvolvimento do autoconceito da criança deveriam estar cons-

cientes de sua responsabilidade em fazer com que seus filhos e

alunos se tornem pessoas mais felizes e ajustadas, ajudando-os

a formarem um autoconceito mais positivo. Por isso sugerimos

aos pais e professore:

  1. Dêem a seus filhos e alunos oportunidade de obterem

sucesso, no desempenho de tarefas, para que eles tenham

auto-percepções mais positivas, visando a um melhor rendi-

mento acadêmico, possibilitando-lhes tornar mais positivo

seu autoconceito;

  1. Tratem os seus alunos de acordo com as diferenças individu-

ais, dando-lhes condições de desenvolver habilidades ineren-

tes a cada um, levando-se em conta a idade e apresentando-

lhes, de maneira clara e objetiva, as metas a serem alcança-

das no lar e na escola.

  1. Elaborar programas de intervenção educacional visando ao

desenvolvimento da personalidade total dos filhos e alunos,

e mudanças no seu autoconceito, por meio de palestras e

cursos para pais e professore, como o que estamos fazendo

aqui.

BIBLIOGRAFIA

Nash, J. Developmental Psychology e Psychobiological Approach.

Englewood Cliffs, N. J. Prentice-Hall, 1970

Purkey, W. M. self-Concept and School Achievement. Prentice-

Hall, Inc. Englewood Cliffs. New Jwesey, 1970

Silva, Ilma Vieira. Autoconceito, Rendimento Acadêmico e Escolha do

lugar de sentar. Dissertação de Mestrado em Psicologia UNB. 1981

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Could not resolve host: urls.api.twitter.com