21/10/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Mulher Tags:,

‘”DEIXE DE RECLAMAR’”

Em Provérbios 21:9 lemos:  “É melhor morar num canto de umas águas furtadas, do que com uma mulher rixosa numa casa ampla” e, ainda em Prov. 27:15:  O gotejar contínuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa , uma e outra são semelhantes”.  Mulher rixosa é mulher resmungona, ranzinza, que reclama e briga por tudo.  Mas será que só a mulher é “rixosa”?…  Esse defeito existe em todos os indivíduos, nuns mais, noutros menos.  Li, há pouco um artigo em Seleções do Reader’s Digest, da autoria de Dianne Hales, uma dona de casa que já não agüentava mais o som da própria voz, de tanto que reclamava, sem nada adiantar, por isso ela tentou descobrir outra forma de fazer com que a família a ouvisse sem precisar falar tanto.  Ela descobriu que é possível conseguir o que se quer sem resmungar.  Vale a pena resumir os seus conselhos:

1. SEJA DIRETO – ao invés de falar do que lhe desagrada de forma indireta, explicite o que você deseja de outra pessoa seja ela seu companheiro (a), filho, etc.  A exemplo, se você quer que seu filho chegue mais cedo em casa, traduza o “cedo” por um horário fixo.

2. NÃO TROQUE CENSURAS – Melody observa que muito freqüentemente, “o hábito de reclamar é apenas o resultado de não se encontrar formas diferentes para resolver um problema”. Assim, é prudente que uma vez que a família cultive o hábito de ter limites definidos, que goze de um clima de cordialidade, respeito e colaboração entre os membros, não há espaço para reclamações mútuas.  Há, sim, uma abertura para descobrir alternativas que conduzam a um bem-estar geral.

3.  ATENÇÃO PARA O OBJETIVO – A esposa avisa ao marido que vai dar um jantar especial às oito horas e pede que ele esteja em casa às sete.  O marido só chega em casa às oito. “Você está sempre atrasado!” ela acusa. “Você para de reclamar!”  ele contra-ataca… A reclamação desvia  a atenção do assunto em causa e torna-se uma questão em si.  O problema não é reclamar, e sim o atraso.  O objetivo é atingir o diálogo e não insistir nas acusações.

4.  NEGOCIE – Se alguma situação de incômodo (geralmente para as mulheres, é a bagunça, por exemplo), depender da colaboração do marido para ser resolvida, negocie a parcela de contribuição de cada um para a  resolução.  Entretanto, cuidado com a forma e o tempo que levará cada um fazendo a sua parte.  A mulher costuma ser mais detalhista e imediatista; o homem é mais superficial e pode gastar uma semana com o que poderia ser realizado num dia.  O importante é estabelecer metas realistas e formas eficazes de resolver os problemas, respeitando-se mutuamente.

5. REALIZE SUAS PRIORIDADES – aprenda a fazer pedidos que levem a uma mudança de atitude, em vez de exigi-la, diz Ann Larsen.  Ao se dirigir às pessoas seja cortês e educado, utilizando-se de palavras como “por favor”, e “obrigado”, ao invés de “não faça” e “você devia fazer”.  Seja clara quanto ao  estabelecimento de prioridades, esclarecendo, antecipadamente, as conseqüências da atitude das pessoas; por exemplo, as crianças têm que saber que se não trouxerem os pratos de volta para a cozinha, não poderão mais comer na sala de jantar.

6. FALE MENOS –  As pessoas que não querem que lhes digam o que têm de fazer, não fazem o que lhes é pedido, ou pelo menos não o fazem imediatamente.  Na comunicação entre marido e mulher isto é visto claramente.  Deborah Tamer diz que quanto mais a mulher pede ao marido um favor (ela repete seu pedido por acreditar que o marido só atenderá se entender claramente o que ela quer), mas ele adia o atendimento, queixando-se da semelhança entre um pedido e uma ordem.  Dianne Hales aponta um alternativa de solução, exemplificando que uma mãe após fazer vários pedidos ao filho adolescente, sem ser atendida, resolveu deixar bilhetes  ao mesmo indicando-lhe o que precisa ser feito, no que foi prontamente atendida.

7. DEIXE ANDAR –  Jô Ann Larsen diz: “Pensamos que de algum modo, falhamos por nossos filhos não viverem de acordo com nossos padrões”, e ainda, “É difícil admitir que nas pessoas que amamos há um monte de aspectos que não conseguimos controlar – e nem devemos”.   O artigo da revista Seleções do Reader’s Digest conclui que “é preciso não perder de vista o que está certo e errado dentro de nossas casas.  Joan avisa:  “Quando dizemos o que gostamos no comportamento das pessoas, elas se comportam dessa forma mais vezes”.

O artigo de Dianne Hales veio no momento certo.  Você está enjoado (a) de ouvir a própria voz?  Ou já não agüenta mais a voz dos seus familiares? 
Alguma coisa está errada, e é hora de consertar.  Neste começo de atividades escolares, pais, alunos e professores estão ansiosos pelo começo das aulas, Este é um período de ansiedade, tensão e expectativa e todas essas coisas podem ser motivo para reclamações.  Mas paremos um pouco para pensar, a reclamação não leva a nada como vimos acima.  Com um pouco de paciência, diálogo e compreensão a fase difícil vai passar e nada existe como a experiência para ensinar-nos que não vamos resolver os problemas do mundo e ninguém vai resolver nossos problemas, por isso, depende  de cada um enfrentar as situações difíceis com clama  e  compreensão  que as reclamações vão diminuir e até acabar, sem dúvida!

                                     Ilma Vieira Silva – psicóloga

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