02/12/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Vida Cristã Tags:

GALINHA DO MATO

Próximo à minha casa, há um banhado, onde mora um casal de galinha do mato. Todas as manhãs somos acordados pelo barulho do casal.

Logo que apareceram, era muito difícil vê-los. Com extremo cuidado, abríamos a janela para vê-los, mas o mínimo barulho fazia com que os bichinhos desaparecessem.

Começamos então a dar comida para eles, a fim de ganharmos sua confiança e tê-los mais perto de nós.

Como resultado desse relacionamento, os bichinhos já não estão tão distantes de nós. A cada dia tornam-se mais próximos. Claro que se não fôssemos conscientes do cuidado que se deve ter com os bichos, eles já estariam na panela há muito tempo, mas temos a consciência de que isso é crime.

Esta história serve para ilustrar os dias em que vivemos. O mundo está ativo no ímpeto de atrair homens, mulheres, jovens e crianças a um convívio que poderá custar-lhes a vida. A aproximação do mundo é sempre perigosa. À medida que há essa aproximação, há também o distanciamento de Deus. Assim como a galinha do mato vai aos poucos perdendo o medo, aproximando-se de “amigos” e convivendo com eles. “Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal” (Pv.13:20).

A galinha do mato é um bicho irracional e pode ser levada pelo engano facilmente, ela age por instinto, não pensa. O crente tem que ser diferente dela.

Por ocasião da salvação, ele recebe o Espírito Santo que lhe dá discernimento de todas as coisas (1Jo.2:20). Ele é advertido a não amar o mundo (1Jo.2:15).

Nós queríamos atrair a galinha do mato para apreciá-la, tratar dela e ver de perto aquele bicho que faz parte da criação divina. O mundo é cruel, atrai as pessoas para afastá-las da igreja e de Deus, levando-as à perdição.

As pessoas, quando atraídas por ele, caminham a passos largos para a morte. O livro de provérbios narra como o homem atraído por uma prostituta caminha para a morte: “Imediatamente ele a seguiu como o boi levado ao matadouro, ou como o cervo que vai cair no laço até que uma flecha lhe atravesse o fígado, ou como o pássaro que salta para dentro do alçapão, sem saber que isso lhe custará a vida” (Pv.7:22-23).

A galinha do mato tem o seu habitat. Saindo dali, ela corre perigo. O habitat do crente é o Senhor, os seus caminhos. “Aquele que habita no abrigo do altíssimo e descansa à sombra do Todo-Poderoso. Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade Dele será o seu escudo protetor” (Sl.91:1-4).

Antonio Mendes

Pastor da PIB de Atibaia (SP)

 

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