09/06/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Mulher, Vida Cristã Tags:, , ,

MATURIDADE EMOCIONAL DA MULHER CRISTÃ

INTRODUÇÃO – O alvo de todas as pessoas é chegar à maturidade física, intelectual, emocional e espiritual. O caminho é longo e diferente para cada pessoa. Muitas pessoas alcançam esta maturidade com 18 a 20 anos, enquanto que outras pessoas à alcançam só após os 30 e outras chegam aos 70 e são ainda crianças do ponto de vista emocional.

O ideal é que cada pessoa à medida que desenvolve seu físico, desenvolva também suas aptidões intelectuais e que vá progressivamente chegando à maturidade emocional, não deixando para trás o crescimento e o desenvolvimento espiritual. Isto seria querer alcançar a perfeição – embora saibamos que perfeição não existe. A palavra de Deus nos diz Mt. 5:48 : “ Sede vós pois perfeitos, como é perfeito vosso Pai que estás nos céus.”

O cristão sempre está buscando esta perfeição, mas é difícil chegar lá. O homem é um ser racional, mas também emocional. São as emoções que movem os indivíduos, levando-os a agir e a reagir. As emoções se revelam através de comportamentos observáveis – riso e lágrima, na sua forma externa.

Internamente as emoções incluem três qualidades: SENTIMENTOS: Júbilo, depressão, ira ou medo; IMPULSO- Na direção de certo tipo de ação: Bater, correr, procura, prolongar um sentimento agradável e O ÂNGULO SUBJETIVO que envolve consciência ou percepção do que é ou do que poderia ser que produz tais impulsos ou sentimentos.

Os padrões emocionais são inatos e se desenvolvem a partir do processo de maturação, independentemente do processo de aprendizagem, porém a expressão emocional e o controle das emoções são aprendidos.

Ao nascer a criança não tem controle de suas emoções: Gritam, choram alto, etc. Não sabem esperar. À medida que crescem vão aprendendo a controlar suas emoções: Discriminam, percebem, o que afeta mais ou menos as suas emoções. As crianças também aprendem a dissimular suas emoções a partir das pressões que sofrem por parte DE OUTRAS PESSOAS “ Calma, não se irrite, não tenha medo…” etc. Na verdade só mandam ocultar as emoções. “Não há nada a temer”, “Não precisa ficar com raiva de mim,” “ Não há razão para chorar ou rir…”etc.

Desse modo as emoções ficam sufocadas. As crianças aprendem a sufocar seus sentimentos, a disfarça-los e a expressa-los de forma errada.

Se uma pessoa adulta quer compreender as emoções de uma criança e ajuda-la a enfrentar as condições que despertam a emoção, o que é necessário é encorajar a criança a encarar seus sentimentos, ao invés de falsifica-lo ou fugir deles.

Isso exige do adulto a coragem de permitir que uma criança deixe transparecer seus sentimentos que lhe são despertados dentro de si mesmo, quando as emoções de outrem se lhe deparam ao natural.

A criança necessita aprender a fixar limites para suas explosões emocionais  a medida que cresce: Não rir na igreja, não rir da professora, não rasgar, não destruir quando irrita-la etc. Precisa controlar o choro, aprender a esperar, precisa dominar sua cólera, etc.

Dentro do nosso sistema educacional procuramos todos os tipos de aprendizagem, menos o conhecimento dos nossos próprios sentimentos e dos sentimentos alheios.

Na psicologia os estudiosos são unânimes em reconhecer a EMOÇÃO como uma força construtiva e estimuladora da atividade humana. Impele o ser humano à atividade.

Mas as emoções podem se tornar também forças destrutivas e desintegradora da personalidade, por exemplo:

  • Quando são muito fortes;
  • Quando ocorrem com muita frequência
  • Quando são duradouras e
  • Quando são reprimidas; porque descontrolam o comportamento do sujeito.

Para que as emoções se tornem positivas tem que ser guiadas por formas seguras de expressão, aceitáveis pela pessoa e pelos outros.

É necessário fazer com que a inteligência se torne o poder que guia e controla as emoções individuais, para que essas poderosas forças operem para o bem estar do indivíduo e da sociedade.

Na adolescência quando o indivíduo luta para alcançar maturidade de adulto precisa também lutar para se tornar emocionalmente sadio.

Alcançar a maturidade é difícil. É necessário um longo processo de crescimento, desenvolvimento e treino.

O progresso no amadurecimento emocional vai depender em grande escala de suas experiências emocionais anteriores.

Aquilo que foi experimentado na infância desempenha papel importante na adolescência e na vida. (“Imprinting”, “Summer Hill”).

A criança que teve satisfeitas suas necessidades de carinho e afeição, comumente tem os sentimentos fundamentais de segurança que capacitam o adulto enfrentar situações de “stress” com um considerável grau de resistência.

Se através dos anos foi ajudada a entender a si  e aos outros, a identificar seus alvos, valores e a resolver seus problemas e a ajustar-se às mudanças, em si mesmo e no ambiente, estará fortalecida para enfrentar as tensões e pressões emocionais da vida adulat.

É importante o grau em que desenvolveu a auto disciplina e aprendeu a aceitar responsabilidades da progressiva proporção de liberdade que vai alcançando.

A maturidade emocional só pode ser construída sobre bases sólidas. A  menos que a criança tenha sido capaz de estabelecer uma confiança básica, o seu mundo será como uma areia movediça. Sem confiança básica não poderá estabelecer autonomia e a confiança em si mesma, que a capacita, por sucessivos estágios a separar sua identidade da de seus, companheiros, etc.. e se erguer em seus próprios pés, como o indivíduo integrado.

Um jovem, cujo padrão de vida é satisfatório, cujos impulsos, desejos e necessidades são satisfeitos, tende a apreciar a vida e a se tornar emocionalmente maduro.

Mas se seus impulsos, desejos, interesses ou necessidades são frustrados, suas experiências emocionais podem leva-lo ao desenvolvimento de instabilidades ou padrões de comportamento mal ajustados.

I – SINTOMAS DE IMATURIDADE:

  • Egocentrismo – Gosta de exibir qualquer habilidade que tenha; quando está errado inventa desculpas a fim de evitar a culpa.
  • Foge da realidade – Especialmente se a situação é desagradável.
  • Ressente a autoridade de outrem.
  • Evita tarefas difíceis.
  • Sua conduta é inconsciente e imprevisível.
  • Deseja ser o centro de atenções.
  • Facilmente torna-se ciumento e quando gosta de uma pessoa tende “adora-la”!
  • É uma criança em corpo de adulto.
  • Inabilidade para trabalhar sozinho.
  • Desejo de ter alguém para resolver seus problemas.
  • Contínua necessidade de ajuda para realizar suas tarefas.
  • Choques com pessoas mais vezes do mesmo sexo.
  • Tendência a agarrar-se a um único íntimo.
  • Inabilidade para apoiar-se em um julgamento.
  • Medo de exames e competições.

II – MATURIDADE EMOCIONAL:

Para atingir a maturidade emocional o caminho é longo. Uma pessoa emocionalmente madura é capaz de:

  1. Satisfazer suas próprias necessidades, impulsos e desejos e
  2. Satisfazer as exigências da sociedade em geral

Para atingir a maturidade emocional é necessário:

  1. Preparação profissional e independência econômica;
  2. Busca do significado e finalidade da vida;
  3. Descoberta do seu “Eu” e do seu lugar no mundo;
  4. Independência do lar e estabelecimento de novas relações fora do grupo familiar

A emoção está envolvida na vivência de todos esses problemas. A satisfação dos desejos e a concretização de suas esperanças conduzem a emoções agradáveis, mas os conflitos e frustrações desencadeiam sérias perturbações emocionais.

… Indivíduos amadurecidos podem viver seu passado sem afundar-se nele.

… Permanece adaptável e capaz de contínuas modificações.

… Capaz de aceitar ou recusar as opções que se lhes oferecem.

… Desenvolve a sabedoria – Não apenas SABE coisas, mas é capaz de APLICAR  o seu     conhecimento.

… Sua experiência dá – lhe condições de ver seus problemas e os alheios em contexto mais amplo;

… Sua experiência acumulada lhe da nova sensibilidade, compreensão e tolerância;

… Suas emoções são mais estáveis, e mesmo permanecendo fortes, são temperadas, controladas e integradas;

… Pode fazer modificações e ainda manter valores fundamentais;

… Sente-se à vontade consigo mesmo conhece suas próprias fraquezas e limitações, e embora queira modifica-las para melhor, pode tolera-las como o faz com as falhas da realidade externa.

… Admite e aceita suas necessidades interiores, seus desejos e impulsos;

… Preocupa-se com as pessoas mais próximas e com as gerações futuras;

… Compreendendo melhor sua natureza compreenderá melhor o outro;

… Será capaz de dar e receber afeição livremente, sem se sentir embaraçado ou temeroso pela própria integridade.

… Em suas relações com as pessoas se  tonará mais capaz de reagir às pessoas por si mesmas, não a alguma imagem delas formada como resultado do seu próprio caráter e necessidade;

… Por se sentir bem consigo mesmo, por se achar aberto às experiências, porque tem opiniões e entusiasmo, as pessoas procurarão estar com ele, partilhar seu deslumbramento pela vida, porque ele se respeita, e respeita os outros e os outros o respeitam.

… Tem senso de humildade equilibrado por auto estima, e sabe que há satisfação a ganhar e coisas a aprender de quase todas as pessoas.

… Está interessada no que as outras pessoas tem a dizer – SABE OUVIR .

… Aprendeu a quando conformar-se e a quando não se conformar; quando falar, e quando ficar calado.

… O indivíduo que chega à maturidade pode sentir que amou e foi amado, que realizou um trabalho, que deixou sua marca entre pessoas e que embora desejasse que houvesse mais tempo, fez o máximo do que havia para fazer. II Tm. 4:7 “ Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”.

III-CARACTERÍSTICAS DA PESSOA AMADURECIDA EMOCIONALMENTE:

     WESTLEY:

. Capacidade de amar e confiar nos outros

. Inerente senso de autonomia baseado em saudável auto estima.

. Liberdade de ação baseada em uma consciência desenvolvida satisfatoriamente;

. Adequada capacidade para trabalhar dentro da limitação das aptidões individuais;

. Senso de identidade do ego.

     JOINKER:

. Auto grau de moralidade e honestidade

. Boa capacidade para relações humanas adequadas;

. Auto imagem realista, conseguida sem crise de identidade;

   ALLPORT:

. Ampliação do sentido do EU

. Relação afetuosa do EU com os outros

. Segurança emocional: Auto- aceitação;

. Percepções, habilidades e tarefas realistas;

. Auto- objetivação compreensão e humor;

. Filosofia unificadora de vida.

 MASLOW:

. Percepção realista do mundo;

. Aceitação do eu dos outros e do mundo como o que são;

. Espontaneidade no comportamento e na vida interior;

. Maior concentração nos problemas que no eu;

. Capacidade de ser imparcial;

. Independência e autocontrole;

. Originalidade na apreciação de coisa e pessoas;

. Identificação com a espécie humana;

. Profundas relações emocionais com pequenos grupos de amigos;

. Atitudes e valores democráticos;

. Senso de humor mais filosófico que de agressividade.

 XAVIER TELLES:

. Aceitação de si mesmo;

. Respeito ao próximo;

. Aceitação da responsabilidade;

. Confiança;

. Paciência;

. Capacidade de recuperar o ânimo ( suportar o sofrimento)

. Senso de proporção ( equilíbrio )

. Objetivismo;

. Senso de humor.

 PAULO DE TARSO 1TM. 3:1-7

. Irrepreensível

. Marido de uma mulher

. Vigilante

. Sábio

.Honesto

. Hospitaleiro

. Apto para ensinar

. Não dado ao vinho

. Não espancador

. Não cobiçoso de torpe ganância

. Moderado

. Não contencioso

. Não avarento

. Que governa bem a sua casa

. Tendo seus filhos em sujeição

. Com toda modéstia

. Não neófito ( orgulho )

. Que tenha bom testemunho dos que estão de fora.

 

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