10/08/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Jovem Tags:

MEU FILHO VAI CASAR

Quanta expectativa!  Será feliz?  Minha nora será o que espero dela?  Que insegurança de minha parte… Estarei preparada para enfrentar essa barra?  Estou preocupada.  Não sei se preparei meu filho para o casamento, também não sei se eu estou preparada para aceitar minha nora, mas estou confiando que ele será um bom marido, pois teve exemplo em casa: meu esposo foi bom marido e pai

Serei sogra. Terei uma nora. Devo me preparar para enfrentar a situação.  Orei muito para que ele escolhesse bem sua companheira.  Sei que ela não será igual a mim e vou orientar o meu filho para que não a compare comigo.  A família deles – o novo lar que irão formar – não será igual ao meu.  Espero que meu filho e minha nora se libertem de suas próprias famílias e formem seu novo lar sem a interferência de terceiros em sua vida conjugal, especialmente de minha parte.

Tenho que  reconhecer meu lugar de sogra só interferindo quando for solicitada.  Também terei que policiar-me para não dar palpites na educação dos meus netos.  Eles logo chegarão.  A orientação que eles receberão dos pais  certamente será diferente da orientação que dei aos meus filhos, mas deverei estar à disposição de minha nora e de meu filho na hora em que precisarem de mim.

Sei que meu filho agora estará mais ligado à família de minha nora.  Sempre ouvi dizer que quem ganha um filho é sempre a família dela, mas  o meu desejo oé que eles sejam felizes e tenho que preparar-me para recebê-los em minha casa quando eles quiserem, sabendo que meu filho agora freqüenta mais  a casa da família da minha nora do que a minha.  Tenho que acostumar-me à idéia e aceitar a situação.  Peço a Deus que me dê sabedoria para conviver com minha nora para poder ganhá-la e não perder o meu filho.

Não devo ter ciúmes de minha nora.  Meu filho a escolheu para ser sua companheira para o resto da vida.  Tenho que dar a  mão à palmatória e aceitar isso como uma realidade da vida.  Agora, eles vão viver juntos e quero que tenham um bom relacionamento.

Se estou bem consciente do que acabei de dizer terei certeza de que agirei da maneira correta para que meu filho seja feliz. Serei mais amada por eles porque sentirão a minha compreensão e em vez de perder meu filho ganharei uma filha e não serei considerada uma sogra chata, intrometida e ciumenta, mas uma sogra compreensiva, permanecendo à distância mas presente à disposição na hora da necessidade.  Assim poderemos ser todos felizes.

Tenho que aceitar também que minha nora vai procurar a mãe dela nas situações difíceis e não a mim, e meu filho vai estar ao lado dela.  Mas sei que se eu for uma sogra “legal”, a minha nora poderá consultar-me quando estiver em dificuldades e, possivelmente, aceitará meus conselhos.  Tenho observado na vida diária que, geralmente, os filhos das filhas se ligam mais à avó materna do que à avó paterna.  Preciso aceitar isso…

A casa da minha nora não será uma extensão da minha.  A casa é dela e não tenho o direito de dar palpites na sua arrumação, na maneira de cozinhar, alimentação, roupas, etc., sem ser solicitada, mas preciso estar pronta para ajudá-la n hora da necessidade.

Não devo interferir na educação que meu filho e minha nora vão dar aos meus netos, mas orar para que tenham sabedoria na orientação das crianças.  Não preciso ter ciúmes do meu filho porque tenho consciência de que não o criei para mim.  Criei-o sabendo que um dia ele iria pertencer a outra pessoa.

´E a estrada da vida.  É a realidade.  Resta-me orar constantemente para que sejam felizes, lembrando sempre que agora sou sobra, mas  também sou nora.  Estou passando pela mesma experiência pela qual passaram minha mãe e minha sogra.  Também fui alvo de preocupações.  Assim é a vida e a vida continua.  Ideal  seria que cada casal passasse à frente suas experiências para que os jovens de hoje se espelhassem nos exemplos de outros casais e não se desgastassem tanto nas próprias vivências.

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