20/09/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Jovem Tags:

POR QUE OS FILHOS VOLTAM?

Na edição anterior abordamos o tema sob o prisma do despreparo dos nossos filhos para o casamento.  Desta vez, abordaremos algumas das razões por que eles voltam para a casa dos pais depois da tentativa de uma relação conjugal e, muitas vezes, com os filhos.  O que nem sempre e fácil.

Existem várias razões pelas quais os  filhos voltam para casa após o rompimento de uma relação.  Jovens imaturos que não foram preparados para a vida casam-se pensando em “mudar” o cônjuge. Engano. Ninguém muda ninguém.  Qualidades e defeitos deverão ser vistos antes do casamento para não reclamarem depois.  Após a lua-de-mel começam as cobranças, as comparações: “na minha casa era assim…”,  “minha mãe fazia assim…”,  “meu pai agia dessa maneira…” e assim por diante.  Os cônjuges devem ter consciência de que nenhuma pessoa é igual a outra e procurar  ACEITAR as diferenças individuais.  Comparar é sempre ruim.  Em qualquer tipo de comparação alguém leva desvantagem.  A pessoa que está em situação inferior nunca se conforma.  As desavenças no lar começam a partir  das comparações e daí para  a VOLTA é só um passo.

Outro fator que pode influenciar na “volta para casa” é a interferência de terceiros na vida do casal.  As interferências  geralmente surgem   dos próprios membros da família: pais, cunhados,  primos, etc;  Seria bom que o casal pudesse viver sozinho pelo menos durante um ano, longe das duas famílias para que se ajustassem um ao outro.  A privacidade preservaria o casamento de muitos aborrecimentos.  Melhor seria que as famílias soubessem disso e evitassem interferir na nova relação.  O  “enfim sós”  deveria durar pelo menos  um ano.  Muitos  casais  permaneceriam  unidos  se não  houvesse tanto palpite e intromissão em suas vidas..

Ouvi, certa vez, a história de um jovem que queria se casar.  Chegou-se para o pai e disse: “Papai, estou pensando em me casar”.  O  pai virou-se calmamente e respondeu: “Filho, abra os olhos…”  Algum tempo depois o filho tornou novamente para conversar com o pai e disse: “Papai, acho que encontrei a moça certa, vou ficar noivo”.  O pai tornou a dizer-lhe: “Filho, abra os olhos…”  Meses depois o filho  voltou e disse: “Papai, vou me casar no próximo mês…”  Novamente o pai o alertou: “Filho abra os olhos…”. Finalmente chegou o grande dia.  Na igreja, após a cerimônia religiosa,  na hora dos cumprimentos, o filho disse ao pai: “Papai, agora sou um homem casado”, e o pai então, virou-se para o filho e disse: “Agora, meu filho, feche os olhos…”. Esta história nos traz uma grande lição: os defeitos devem ser vistos antes, porque depois do casamento, os olhos devem ser fechados para que possa haver harmonia no lar.

É uma triste realidade, mas o que se vê hoje em dia são casais que só sabem apontar os erros e fecham os olhos para as qualidades do seu cônjuge. “E porque reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não retiras a trave que está no teu olho?”  O casal amadurecido encontra o caminho certo e os casamentos perduram por  muitos anos.  Casamento é convivência, diálogo, cooperação, amor, responsabilidade, carinho, compreensão, ajustamento, etc.

Com o passar do tempo podem surgir muitos problemas na família.  Mudanças de emprego ou a sua perda, chegada dos filhos e  enfermidades, são fatores que criam transtornos.  A chegada do primeiro filho é ansiosamente esperada, mas é sempre difícil para o casal inexperiente enfrentar as mudanças que vão ocorrer daí para a frente.  Erros são comuns.  Os primogênitos são cobaias dos pais.  Mas não existe problema que não seja superado se o casal estiver amadurecido e unido para enfrentar os problemas da vida.

Pode acontecer que a imaturidade do casal diante de situações difíceis leve os cônjuges a se desestruturarem de tal forma que, não vendo saída ou solução para os problemas, eles se separem e cada um volte para o ninho antigo.

Muitas vezes os filhos voltam porque sempre foram rebeldes e desobedientes, não acatando os ensinamentos e os conselhos dos pais.  Nenhum pai quer a infelicidade dos filhos.  Pela sua própria experiência, os pais  podem ver mais longe que os filhos e, muitas vezes, aconselham-nos quanto “a escolha que estão  fazendo, pois percebem que aquele casamento não vai dar certo, mas existem filhos que são rebeldes desde crianças, embora os pais lhes tenham ensinado o caminho certo, conduzindo-os pelas veredas direitas, mas a rebeldia falou mais alto  e os filhos, por teimosia e desobediência, não aceitam o conselho dos pais, afastam-se de Deus e da família, procurando seu próprio caminho desviando-se do plano traçado por Deus e encontram a infelicidade.  Erram e depois voltam como o filho pródigo.

Existe também o grupo que engana seu próprio coração não buscando a vontade de Deus de verdade.  Encantam-se com o primeiro rosto bonito ou com o primeiro bonitão e oram para que Deus faça a Sua vontade, contanto que seja com aquele belo tipo que lhe encheu os olhos.  Coitados… As aparências enganam.  Nem todo casamento é traçado por Deus.  Estes fracassam, e no fim cada um volta para sua casa e quem mais sofre são os filhos.

A Bíblia nos diz que “o que Deus ajuntou não o separe o homem”, mas é bom lembrar que nem todo casamento foi ajuntado por Deus.  Os jovens não estão buscando a Deus para fazer a Sua vontade.  Na hora de escolher o par conjugal não têm  paciência para esperar a reposta de Deus e, geralmente interpretam de acordo com o desejo de seu coração, e não de acordo com o coração de Deus.  Se o casal erra na escolha deve arcar com as conseqüências.  Não é justo que as famílias  especialmente os avós, assumam os erros dos filhos.  A Bíblia nos diz que “cada um dará conta de si mesmo a Deus” e que “Cada um levará sobre si o seu próprio pecado”. Não é justo que os ais paguem pelos erros dos filhos, mas… coitados dos netos!.

CONSEQÜÊNCIAS

O casamento foi desfeito Veio a separação. O casal tem filhos. O que fazer? Filhos não seguram casamento.  Qual a solução?  O que se vê hoje, infelizmente, é  a volta para casa.  A mulher com os filhos volta para a casa da mãe; o homem, agora sozinho, volta para a casa dos pais ou vai morar só, continuando como solteiro.  Em raros casos a esposa abandona os filhos com o marido. Quando isso acontece é ele quem volta acompanhado para a casa paterna.

É justo perturbar a paz dos pais  na velhice? Claro que não.  Os pais são responsáveis pelos filhos.  Os avós já passaram do tempo de cuidar de crianças.  A própria constituição física os impede;  As dobradiças estão enferrujadas… os avós têm dificuldade para se abaixarem, não têm mais forças para segurar os netos no colo, nem tanta flexibilidade nas pernas para correr atrás das crianças, que parecem estar eternamente ligadas na eletricidade.  Neto é muito bom, mas não para os avós tomarem conta ou ficarem responsáveis por eles.  A educação que os avós receberam e deram a seus filhos é diferente da educação que o casal dá à sua prole.

Por outro lado, muitas vezes quando os filhos voltam, a culpa é dos pais (avós), aí, então eles tem que ajudar a “segurar a barra”.  Aos pais (avós) cabe a tarefa de preparar os filhos para o casamento.  Se os pais não fizeram a sua parte estarão sujeitos, no futuro, a receberem de volta seus filhos e netos.

Se, como acontece tantas vezes, a separação é inevitável, adaptações têm que ser feitas.  Cada caso é um caso. Por exemplo, se o filho (ou filha) volta sozinho para a casa dos pais ou acompanhado de filhos, em qualquer situação haverá uma sobrecarga de trabalho para os avós. Aumento de pessoal é igual a aumento de despesas.  Os avós não terão coragem de deixar seus filhos e netos na rua e os  trazem para casa.  A mãe das crianças não poderá deixar toda a responsabilidade da criação dos filhos por conta de seus velhos pais.  Haverá aumento de  trabalho para a mãe e para os avós.

Situação fica muito  cômoda para o pai que saiu de casa. Agora está “solteiro” novamente e diminuiu muito sua carga de trabalho, mas mesmo assim, ele também terá obrigações com seus filhos: terá que dar-lhes pensão justa, visitar e buscar as crianças nos dias determinados e, mesmo separados, o pai terá obrigação de ajudar na educação dos filhos .  A tendência das crianças que só encontram  o pai nos dias determinados é achar que o pai é “bonzinho”  porque lhes fazem todas as vontades.  Muitas vezes, quando as crianças voltam nos fins de semana com o pai, ela apresenta seu comportamento totalmente modificado, pois o esforço feito pela mãe durante a semana com os filhos (imposição e cumprimento de horários, tipo de alimentação, uso de agasalhos, etc)  para formar bons hábitos na crianças, tudo é desfeito no período em que elas  passam com o pai.  Pode-se acrescentar  ainda os comentários que o pai faz com  os filhos contra o tipo de disciplina adotado na casa dos avós e isso  causa perturbação na mente das crianças  desorganizando todo o seu comportamento podendo causar problemas maiores no futuro.

Outro fator de conseqüências drásticas é a superproteção que recai sobre os filhos por parte dos quatro avós após a separação.  Aí voltam todos os problemas que foram colocados quando se falou na falta de preparo para a vida.  Cria um circulo vicioso  e pode-se imaginar que a tendência desses netos superprotegidos  é também, no futuro, voltar para a casa dos avós…!

Numa separação, muitas vezes, a   mãe tem que desempenhar o papel de pai e de mãe.  A falta do pai pode causar muitos problemas na formação do caráter da criança; na adolescência as conseqüências são muito piores.  Muitas vezes a mãe tem que trabalhar dobrado para o sustento dos filhos porque muitos pais  não assumem o compromisso de sustentá-los.

CONCLUSÃO

Impossível reverter a situação.  Não se pode desfazer o que está feito, mas pode-se, sim, fazer uma avaliação de nossas famílias.  Rever  os valores  morais e éticos. Preparar os filhos adolescentes  para o casamento. Dialogar abertamente sobre a inconveniência de casar-se antes de estar preparado.  Controlar a sexualidade segundo os preceitos bíblicos.  Instruir e ensinar   os filhos desde o berço dando-lhes também uma formação moral e religiosa firme.  Orientar os filhos para os problemas da vida para que os erros sejam evitados.  Orar com os filhos para que Deus  os oriente na escolha do para conjugal.  Rogar a Deus, insistentemente, para que as famílias sejam firmadas na Rocha que é Jesus Cristo e que sejam bem estruturadas para cumprirem os desígnios de Deus neste mundo

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