02/05/2016 0 Comments AUTHOR: Ilma Vieira Silva CATEGORIES: Mulher Tags:, , , , , , , ,

VESTIBULAR PARA MARIDO

Seria bom se existisse um “vestibular para marido”. Talvez houvesse maior número de casamentos ajustados e menos lares desfeitos.  Toda jovem sonha com seu príncipe encantado e forma na sua mente uma imagem ideal daquele que será seu par conjugal. É bem verdade  que sonho não é realidade e muitas jovens sonham demais; na hora de escolher, parece que estão adormecidas, deixando-se levar por fantasias, e acabam errando na escolha, por não conseguirem ver, na realidade,  o jovem que têm à sua frente.

Casar-se é a decisão mais séria que a jovem toma na vida.  Parece que as meninas se preparam para o casamento desde a mais tenra idade. Geralmente, o primeiro brinquedo que recebem é uma boneca com a qual, aos poucos, através de brincadeiras e jogos, ela vai assumindo o papel de mãe e dona-de-casa, quando brinca de casinha, escola, etc.  Na infância essas brincadeiras representam o papel que a menina irá desempenhar na vida futura.  Inconscientemente, ela vai desenvolvendo seu papel feminino.  Na adolescência, ao  assumir sua feminilidade, adquire a própria identidade e, no contato com os colegas no grupo de companheiros, aparecem os primeiros interesses heterosexuais e as primeiras paixões.

À medida que passam os anos de transição da infância pra a juventude, a menina se transforma numa jovem interessada em escolher entre seus amigos um que poderá vir a ser  seu par conjugal. Aí começa o problema: Como escolher? Qual o melhor?  Será que vai dar certo? Como conhecê-lo melhor?

Algumas jovens ficam muito preocupadas  com a escolha, outras nem tanto. Muitas se casam com o primeiro que aparece, com medo de ficarem solteiras, outras escolhem o mais bonito, o mais rico ou o mais inteligente, etc. Mas, como escolher? Preocupada com esse problema, tão comum entre as jovens, resolvi fazer uma pesquisa com 160 jovens e senhoras, cujas idades variavam de 13 a 68 anos de idade, pertencentes a vários grupos religiosos: evangélicas – 62; católicas – 67; espíritas – 8; mórmons – 2; messiânica – 1; budista – 1 e 19 não declararam a religião.  O nível cultural variava do primeiro grau até o curso superior completo.

Numa lista abrangendo assuntos como companheirismo, trabalho, amor, saúde, inteligência, religião e  caráter pediu-se _as entrevistadas que classificassem, dentro de cada assunto, as características desejáveis num rapaz que elas pudessem escolher como noivos hoje.  Pediu-se também que as casadas declarassem quantos anos tinham de casamento e a variação ficou entre quatro meses  e 44 anos.  Observou-se que houve grande interesse por parte das entrevistadas em responder aos questionários.  O  levantamento dos dados foi feito apenas em termos de porcentagem, mas mesmo com  esse numero pouco significativo para pesquisa (deve ser de 500 no mínimo), achei que o trabalho foi válido para traçar o perfil do noivo ideal, possibilitando às nossas jovens aplicarem o “vestibular” nos futuros pretendentes.

1.COMPANHEIRISMO – 43,5% escolheram “consideração” como característica principal para ser um bom companheiro; 22,5% declararam “cooperador”; 21,5% – “bom-humor”; 6,5% “simpatia”; 4,5% “caseiro”; e 1,5% “inclinações domésticas”. Deve-se levar em conta que várias senhoras responderam ao questionário e, naturalmente, com  maior conhecimento de causa que as solteiras.

  1. TRABALHO – 54,5% declararam que a característica principal nessa área é “ser responsável”; 18,5% “desejo de realização”; l6% “capacidade de sustentar a casa”; 6,5% os noivos deve ser do mesmo nível sócio-econômico e 4,5% que o rapaz deve “ser capaz de viver dentro do salário que ganha”.

3.SAÚDE – Foram considerados cinco aspectos relacionados com a  saúde física e emocional.  As características apontadas foram: 48,5% “maturidade emocional  e autocontrole”; 22,5% “saudável”; 15,5% “asseio”; 8,5% “boa aparência” e 5% “boa disposição”.

  1. INTELIGÊNCIA – Nesta área a primeira característica foi “bom senso”, com 27%; depois “capacidade para solucionar problemas práticos” com 25,5%; em terceiro lugar “bom relacionamento com pai, mãe, irmãos, etc”, com 20,5% em quarto lugar, “cultura equivalente”, com 15,5% e em quinto lugar “elevado nível de aspiração”, com 11,5%.
  2. AMOR – Foram colocados alguns itens e o resultado o seguinte: “ser carinhoso”, saiu em primeiro lugar com 58%; “ser compreensivo”, ficou em segundo lugar com 30%; em terceiro lugar com 6,5% o item “calmo e bondoso”; em quarto lugar foram indicadas “ser paciente” e “ser delicado”, com 2,5% cada expressão e em último lugar, “que goste de crianças”, com 0,5%.
  3. CARÁTER – Como caráter envolve muitos aspectos, dividimos as características em três grupos (A, B e C). com seis itens cada:

Grupo A – Em primeiro lugar a “fidelidade”. Com 45,5%; segundo “integridade”, com 35,5%;  terceiro “boa índole”, com 13%,  quarto “moral forte”, com 4%; quinto “perseverança”, com 1,5% e em sexto lugar “organização”, com 0,5%.

Grupo B – Em primeiro lugar a “sinceridade”, com 56,5%; segundo “honestidade”, com 30%; em terceiro “bons hábitos”, com 8%; “bons antecedentes”, com 4%; “altruismo”, com 1% e “generosidade” com 0,5%.

Grupo C – Em primeiro lugar foi classificada a seguinte proposição: “Alguém que ainda possa ser apreciado como companheiro depois de longos anos de convivência”, com 44%, depois “satisfação em fazer o outro feliz”, com 40%; “alguém de quem se possa orgulhar” e “capacidade para combater o mau humor” com 7% cada; “fazer vista grossa às faltas dos outros”, com 2% e em último lugar, “ausência de espírito crítico”

  1. RELIGIÃO – Na área religiosa o resultado foi o seguinte: 73,5% “confiança e fé em Deus”; 12,5% interesse em crescer espiritualmente”; 9% “mesma religião”; 4,5% “ser líder espiritual na família”;  0,5% “freqüência à igreja com regularidade”.

Assim, o noivo ideal (será que existe?) deveria ser alguém que tenha consideração com os outros, pronto a cooperar e ter bom humor; que seja responsável e tenha desejo de realizar-se na vida, não ficar parado, marcando passo, e que tenha capacidade para sustentar a família, que seja amadurecido emocionalmente e tenha capacidade para solucionar problemas práticos, e que tenha bom relacionamento com sua própria família – pais e irmãos.  Que seja  carinhoso, compreensivo e calmo.  Que em suas qualidades morais e de caráter preponderem a fidelidade, a integridade, e que tenha boa índole.  Uma boa dose de sinceridade, honestidade e bons hábitos…  E, ao examiná-lo, observe bem as características  do grupo C do item  6.

Finalmente, na área religiosa, preste muita atenção: a primeira característica desejada é que esse noivo tenha firme confiança e fé em Deus.  Disso vai   decorrer seu interesse em crescer espiritualmente e, veja bem, é importante que ele seja da mesma religião.

Bem, jovem, agora você sabe o que    fazer para escolher seu noivo. Se tiver alguma dificuldade, use o versículo 5 do Salmo 37: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele e Ele tudo fará”.

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